quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Final de noite que mordeu, bebeu e abateu ovelhas



Batem os copos e racham-se as cabeças. Engoliu o alcool, bebeu em seco, bebeu o copo, bebeu os dentes. Viu um pedaço de arte, toda a grande arte, o detalhe da pinturas e daquelas cores, enquanto mastigava os dentes e mergulhava pedaços de cérebro em mostardas e cremes de queijo.

Estava em vias de beber também a beleza do mundo naquele papel, naquelas palavras, naquelas criações tão complexas, naquelas construções que rimavam ou que suas fonéticas lhe davam sentidos supremos. Mas então finalmente olhou para frente, naqueles espelhos e reflexos destruídos, naquilo que tinha cheiro de gente, de mato, de ar, de coisa que existe. Naquilo que tinha cheiro de merda. Que se esfregar a borracha derrete o apagador.

comeu os olhos e olhou para dentro. comeu a vida e viu o mundo de dentro dos ratos.

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