segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Artista de papel carbono



A tua memória imprime lembrança em papel de fax, meu chapa. E sabe o que ainda dá para fazer? Dá pra você pegar os recibos desbotados que te deram por aí e formar sua própria exposição, para convencer a si mesmo de que você já foi alguma coisa da qual devesse se orgulhar. Você não homenageia, não se influência. Você não tem é talento, mesmo. E por isso, clona na cara larga, sem vergonha de receber méritos pelo que não é seu. Lembra, lembra de como o que você faz é ruim? Tá aí na sua memória, em letras garrafais, sublinhadas, negritadas; cheias de vergonha de sua anulação. Quando você se lembra, faz o que sabe fazer melhor: esfregar na cara de quem estiver no seu caminho a culpa por sua incapacidade. É, a culpa tem sido sua maior desculpa.
Tenta ler o que você é. Faz um diário. Conta quantos amigos - e não colegas - te sobraram. Você agora quer olhar com desdém porque é deste tratamento que você realmente se sente digno. Quer desprezar para não se sentir desprezado. Quer ser o carrasco para não ser a vítima. Mas você é. Temos todos pena de você. Vamos elogiar suas caricaturas de criatividade para que você não nos venha encher o saco implorando por confetes e declarações de admiração eterna.
Quer ter todas e todos, mas você é quem se deu, se perdeu, você é que não vale um tazo. Tua arte é uma puta enrustida que goza vendendo o cu barato e depois vai dizer que não queria. Acha que a dignidade é demodê porque você tem que justificar sua vulgaridade e sujeira para conviver consigo mesmo. Se sente cansado? Frustrado? Me fala o quanto você é infeliz para eu rir da tua cara. Fala, mais fala alto, vê se cria coragem nesta merda e faça enfim a diferença. Descubra o que em você é melhor e enfim seja alguma coisa. Pare de se lamentar, se inferiorizar, se agarrar no infame para se poupar das forças necessárias para aquilo que você realmente gostaria de ser. Você precisa da minha pena? Das minhas frases? Dos meus desenhos? Você precisa é de vergonha na sua cara e assumir quem você é. Mesmo se não for artístico, sensacional, genial ou o caralho que seja que você quer tanto exibir por aí. Fernando Pessoa estava farto de semi deuses. Eu além disso estou farta de semi vermes.
Não tem moral para se orgulhar de ser o melhor, então vai fazer a cena do coitadinho para ser afanado por ser o pior. Te fudê. Tó aqui um osso, joguei lá nas Bermudas pra você ir pegar.
Tô mandando a real. Sua mentira me enoja. Xerox do papel que jogaram no lixo. Nem lixo você é. É só uma cópia. Dá vontade de rir.Até entendo que te acostumaram mal. Afinal, de sacolinha em sacolinha de plástico o supermercado enche o papo. Mas vá ter um pouco de amor próprio e use sua cabeça para se dar orgulho ao invés de me encher o saco me pedindo esmolas. Te fudê, artista de papel carbono.

9 comentários:

  1. e VER ARTISTAS DE OURO VIRANDO CARBONO.

    tUDO VIRA BOSTA, MESMO.

    e VIVA rITA lEE"

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  2. Se virar carbono, pode virar diamante

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Disse tudo o que eu gostaria de dizer a alguém e ñ posso...rsrrsr


    Abraço

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Olá. Você, sendo você mesmo, não é bem vindo aqui. Mas se você for qualquer outra pessoa, sente-se no chão e coma uma xícara de café.

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